segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Se esse amor fosse só meu
Talvez não lhe desse tamanho valor
Mas compreendo esse amor gigante
Cabem tantas como eu!

Creio ser difícil a um poeta
Amar uma coisa apenas
Seus olhos fagulhas plenas
Enxergando com os olhos de Deus.

Como posso no meu egoísmo
Segurar olhos de amor?
Ser uma flor que morre
É vislumbrar por um segundo
Todo esplendor do criador.

Seu olhar desnudando-me a alma
Qual escultura de grande artista
Conhece-me em todos os entalhes
Sabe com humana, minh’alma,
Vibra.

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